Van Merksteijn
Durabilidade e proteção anticorrosão
Os sistemas de vedação metálica da Van Merksteijn são concebidos para uma utilização prolongada no exterior, com o mínimo de manutenção possível.
Como funciona a proteção anticorrosão por Camadas de proteção nos painéis
Nos painéis 3D, Duplo fio e Secufence, o esquema típico de proteção é executado por várias camadas:
Arame de aço galvanizado
Galvanização a zinco conforme EN 10244-2, Classe D, com revestimento mínimo de zinco de 40 g/m² nos arames nos painéis.
Soldadura da malha
A malha é eletrossoldada em todos os pontos de cruzamento, conforme EN 10223-7, formando um painel rígido e contínuo.
Pré-tratamento + camada de aderência
Após a soldadura, os painéis são submetidos a uma série de pré-tratamentos em várias fases seguindo de uma aplicação de uma camada de aderência, para assegurar que o revestimento em poliéster se fixa de forma uniforme e duradoura.
Revestimento em poliéster
Aplicação de dupla camada de poliéster com espessura mínima total de 100–120 µm, consoante o produto.
Cores standard como RAL 6005, 7016, 9005, entre outras, garantindo proteção UV e acabamento estável ao longo do tempo.
O resultado é um sistema “zinco + poliéster” que protege o aço da corrosão: o zinco funciona como barreira e proteção galvânica, e o revestimento em poliéster atua como barreira física adicional contra água, oxigénio e poluentes.
Proteção anticorrosão nos Postes
Nos postes (Ø48 Rail/Cremalheira, 60×40, 60×60 e 80×60), a proteção segue um esquema de várias camadas igualmente robusto:
Galvanização contínua por imersão a quente (Sendzimir)
Chapa galvanizada com camada média de zinco nas duas faces (Z140, Z200 e Z275 g/m²), antes da formação do tubo.
Formação do tubo
Após a galvanização, a chapa é conformada e fechada para criar o tubo, garantindo uma estrutura consistente e resistente.
Pré-tratamento + camada de aderência
O tubo é submetido a várias fases de pré-tratamento químico seguido de uma camada de aderência o que garante uma melhor adesão da capa de poliéster.
Revestimento em poliéster
Espessura mínima de 60 µm (plastificação simples) ou 120 µm (plastificação dupla), aplicada por via eletrostática.
Este esquema segue o previsto da norma ISO 12944, que relaciona espessura de revestimento, classes de ambiente (C1–C5/CX) e duração da proteção contra a corrosão.
O que é testado
Para garantir que a proteção funciona na prática, painéis e postes são sujeitos a ensaios de qualidade segundo um conjunto de normas internacionais:
EN ISO 9227 – Teste névoa salina
• EN ISO 9227 – Névoa salina (salt spray test / teste de salinidade)
Avalia a resistência à corrosão do sistema zinco + poliéster em ambiente artificial de nevoeiro salino contínuo. É um ensaio acelerado que permite comparar formulações e pré-tratamentos e detetar falhas de processo. Mínimo 1500 horas, podendo superar as 2000 horas no caso do revestimento reforçado para ambiente C5.
EN ISO 2409 – Aderência do poliéster
Garante que a camada de poliéster não se descola do substrato galvanizado, mesmo quando sujeita a riscos controlados.
EN ISO 1519 – Ensaio de dobragem
Verifica o comportamento do revestimento quando o metal é dobrado, assegurando que a pintura acompanha a deformação sem fissuras prematuras mantendo a total aderência.
EN ISO 2813 – Determinação do brilho especular
por pintura não metálica a 60°
Controla o brilho e o aspeto visual do revestimento, para garantir uniformidade e estabilidade estética e a resistência ao raios UV ao longo do tempo.
O que é que isto garante em projeto?
Na prática, estes ensaios:
- validam a qualidade do processo de galvanização e revestimento
- reduzem o risco de corrosão prematura
- ajudam a assegurar um comportamento consistente ao longo de muitos anos, especialmente em ambientes C2–C3 (rural/urbano ligeiro) e, com produtos adequados com revestimento reforçado, em ambientes C4–C5 (industrial/marinho)
Ciclo de vida e custo total
Vida útil típica em diferentes cenários
Normas e guias de proteção de estruturas de aço indicam que, com sistemas de galvanização e pintura bem dimensionados, é possível atingir mais de 25 anos até à primeira grande intervenção, em ambientes urbanos/industriais moderados (C3), com apenas manutenção estética pontual.
Em todos os casos, uma vedação com boa proteção anticorrosão tende a oferecer um custo anual inferior a soluções de aço não protegido ou madeira, que exigem repinturas, substituições e reparações mais frequentes.
Porque a proteção anticorrosão reduz o custo ao longo do tempo
Do ponto de vista económico, o essencial não é apenas o custo inicial da vedação, mas o custo total ao longo do ciclo de vida (instalação, manutenção, reparações, substituições).
Estudos de durabilidade realizados em vedações urbanas e industriais mostram que, quando se usam materiais resistentes à corrosão, o custo total pode descer 62–80% em comparação com soluções sem proteção adequada.